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Quem pode se beneficiar da psicoterapia corporal?

Aqueles que sentem dores. Pois a psicoterapia corporal costuma promover o relaxamento do corpo e transformações psicológicas, desfazendo os padrões de tensão habituais e estados mentais nocivos que cooperam para que as dores não médicas aconteçam e continuem.

Aqueles que estão em sofrimento psicológico. Pois a psicoterapia corporal tende a criar a experiência de segurança emocional, que favorece as elaborações psicológicas, o discernimento das realidades intra e interpessoais, e a superação dos nós subjetivos.

Aqueles que estão enfrentando doenças não contagiosas. Pois a psicoterapia corporal tende a melhorar a resposta imunológica e regenerativa, além de propiciar o equilíbrio hormonal e o sono de qualidade. Também costuma promover o aumento da receptividade do paciente às medicações e nutrição, influenciando positivamente seus tratamentos médicos.

Aqueles que vão passar por procedimentos cirúrgicos. Pois a psicoterapia corporal frequentemente modula o tônus corporal para padrões que favorecem a intervenção cirúrgica, diminuindo as tensões involuntárias desnecessárias, melhorando a circulação dos líquidos do corpo, aumentando a sua receptividade aos anestésicos e demais medicações, e ativando sua resposta imunológica e regenerativa. Além disso, ele tende a minimizar a tríade dor, medo e ansiedade nesse contexto.

Aqueles que estão em recuperação de traumas físicos e/ou psicológicos. Pois a psicoterapia corporal costuma favorecer a resposta imunológica e regenerativa, o sono de qualidade, o reequilíbrio hormonal, o aproveitamento nutricional e receptividade do corpo a medicações, além da reabilitação psicofísica. Também coopera para restaurações psicológicas e a regeneração do sentimento de identidade, capacitando os pacientes para novas escolhas e retorno a uma autêntica liberdade emocional, progressivamente.

Aquelas que sofrem demasiadamente com a tensão pré-menstrual (TPM), as desejam engravidar, as que estão gestantes e/ou as em depressão pós-parto. Pois a psicoterapia corporal tende a aliviar cólicas e dores correlatas, a favorecer o funcionamento corporal e equilíbrio psicológico da mulher, a fortalecer a saúde da mãe e do bebê durante a gestação, além de ajudar nos processos psicológicos de transição para a construção da identidade materna e capacitação subjetiva para a sua doação ao(s) filho(s), aliviando o seu pendor natural para a depressão pós-parto.

Aqueles atletas que desejam melhorar o seu desempenho no esporte. Pois a psicoterapia corporal costuma favorecer o amadurecimento do atleta, fortalecendo e aprofundando sua subjetividade, aumentando sua saúde mental e capacidade de foco, e cooperando para a superação de seus bloqueios emocionais. Por outro lado ela tende a acelerar sua resposta imunológica e regenerativa, a aumentar o poder restaurador dos seus períodos de descanso e a melhorar a qualidade do seu sono. Ainda pode cooperar para a ampliação da sua consciência corporal, ajudando-o complementarmente no esporte.

Quem deve evitar a psicoterapia corporal?

Aqueles que são pacientes psiquiátricos, mas ainda não respondem bem ao tratamento medicamentoso. Pois é necessário que haja certo grau de estabilidade mental para que a psicoterapia corporal gere aprendizado e benefício, e não tenha efeito inverso, potencialmente disparando crises e/ou perturbando a mente do paciente juntamente com a psicopatologia.

Aqueles que estão em estados alterados de consciência, por exemplo, sob o efeito de drogas. Pois nenhum trabalho psicológico corporal pode ser construído quando se está assim. A mente drogada não é capaz de aprender psicologicamente e o estímulo ao relaxamento corporal tende a apenas amplificar a vulnerabilidade dos pacientes nesse estado.

Aqueles que são muito jovens sem a supervisão de pais ou responsáveis. Pois a psicoterapia corporal pode gerar um tipo de vínculo substitutivo entre o paciente jovem e seu psicoterapeuta corporal que, no fim, é nocivo para eles. Por isso, crianças e adolescentes devem sempre estar acompanhados de seus pais ou responsáveis durante esse trabalho.

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, psicólogo corporal, CRP 06/89471, e o fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.