Uma voz de mansidão

Bom dia a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que já tenham realizado ou estejam planejando uma reunião para compartilharem seus motivos de gratidão deste ano!

Gostaria de falar hoje aqui um pouco sobre como é a voz da saúde mental.

Se você procurar na internet por mensagens de inspiração você vai encontrar muitas opções. Mas a ajuda verdadeira procede de uma voz mansa e razoável.

Gritaria, palavras de ordem, indignação, criticismo, pessimismo, escuridão, arrogância, violência, sarcasmo, difamação, provocação, maledicência, deboche, humilhação, ufanismo, todos esses não ajudam nem frutificam.

O bom conselho não ganha no grito, mas na sua simplicidade e abertura para o diálogo.

Quando você ouve uma mensagem que não pode ser questionada, uma conclusão que não pode ser arrazoada, então você não está diante de uma boa preleção.

Lembro-me de conversar com uma pessoa sobre sua infelicidade no casamento. Ele me disse que seu relacionamento não tinha amor, amizade, respeito, intimidade etc., etc. Não tinham nada que os desse motivo para continuarem juntos, senão seu sentimento de culpa religiosa para o caso da separação por divórcio. Sem nenhum botão de saída para o relacionamento degradante, eles conviviam formalmente e se machucavam cada vez mais.

Quando esse homem começou a procurar ajuda ele ouviu muitas exortações de pessoas que falavam muito alto, várias vezes repetindo trechos das Escrituras, sem qualquer espaço para a genuína consideração do seu caso particular. De fato, haviam se casado sem a bênção de pessoas boas da sua família e por motivos aquém, fazendo um tipo de trato que logo viria a ruir.

Minha filha, quando tinha 4 anos, chegou na mesa de refeições e disse enfaticamente “nunca mais!” A partir de quando um juramento pode ser levado à sério? É por que uma pessoa tem idade adulta que já tem plena condição de sustentar sua palavra?

A quem ferimos quando ousamos apresentar a nossa causa, requerendo uma interpretação fresca e sem erros para a nossa conduta e escolha de vida?

Saúde mental não fala rápido, nem alto demais. É como a digestão progressiva e paulatina de um alimento subjetivo.

Quando acertamos o alvo, nossa sensibilidade descansa, mesmo que esteja debaixo de privações e/ou opressões exteriores.

A palavra que cura não grita.

Onde está a violência, não há nenhum proveito duradouro.

Vamos conversar sem armas nem ameaças?

Vamos repensar nossas convicções sem condenações preliminares?

O que é verdadeiro subsiste para sempre.

A vida imperecível é acessível para todo homem e pode ser encontrada na voz mansa, respeitosa, compreensiva e iluminada.

Quando você chega à presença de um homem sadio você finalmente entende o problema e a solução claramente.

É isso o que desejamos para nós e para todos!

Se você permanecer na casa do homem violento, acabará imitando a sua má conduta.

Quem faz o que é certo tornou-se uma pessoa de paz.

Obrigado por acompanhar nosso trabalho!

Atenciosamente,

Rafael.

_

Rafael Caldeira de Faria

Psicólogo corporal

CRP 06/89471

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s