O que fazer quando nada mais se pode fazer

Bom dia a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que fazendo precocemente a revisão das suas vidas para declarar o quanto importam uns para os outros!

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre o que ainda podemos fazer depois de termos feito tudo.

Todos passamos por situações em que a expectativa por um evento futuro nos põe em movimento de intensa preparação. Ensaiamos a nossa fala, planejamos a nossa resposta. Arrumamos a casa e o coração. Até que chegamos àquele ponto quando nada mais podemos fazer e tudo se torna verdadeiramente em uma questão de tempo.

“O que fazer quando nada mais se pode fazer?”

Descanse.

Já lhes falei como você é divino quando encontra a sua paz?

Nossa paz está relacionada com o conhecimento de nós mesmos. Até que você tenha entendido quem é e o que realmente lhe aconteceu, vive desconfiado de si mesmo. “Uma casa dividida não subsistirá”.

Talvez nesse último suspiro antes do “show” você ainda possa colocar mãos bondosas sobre o próprio peito, para dizer o quanto se ama e confia na sua semente.

E se você de repente se lembrasse de que seus caminhos e descaminhos foram gerados por nexos de relacionamento? Que aquilo que você repete inconsciente quer também lhe ensinar o que é a sua vida e qual o bom propósito da sua cura interior?

Eu sou psicólogo corporal e o que faço por mim, faço por você também.

Desde que você se disponha a perder tudo de falso para semear tudo de verdadeiro, nascerá esperança para o drama que o justifica.

O psiquiatra Adalberto Barreto, criador da Terapia Comunitária, ensinou-me que nossa melhor contribuição advém da nossa maior luta de sobrevivência. Construtor é aquele que venceu sua história de ruínas; médico é aquele que venceu sua história de doenças; cozinheiro é aquele que venceu sua história de fomes; etc. etc.

Agora que a casa está limpa e tudo está pronto, resta a sua autoestima e reconhecimento de si mesmo.

Sua verdadeira identidade jamais passará. Se existe alguma dimensão de mediocridade e fragilidade essencial na sua vida, isso não tem nada a ver com quem você realmente é.

Enquanto espera pelo Grande Dia, não se traia nem se distraia. Não foi para agradar às cobiças de ninguém que você nasceu.

Aceite que a sua vida é um presente maior e que sua voz autêntica é absolutamente necessária para esse tempo.

Desligue o barulho e a murmuração. Você tem tudo o que precisa.

Hoje será um dia extraordinário! Amanhã cedo você renascerá!

Tenham todos uma boa semana!

Atenciosamente,

Rafael.

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Rafael Caldeira de Faria

Psicólogo corporal

CRP 06/89471