Médico à vista

Bom dia a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que exercendo pressão uns sobre os outros com a delicadeza e firmeza de um oleiro experiente, ajudando uns aos outros a atingirem seu propósito de obra-prima.

Gostaria de lhes falar um pouco hoje aqui sobre uma face da psicoterapia corporal, a de cooperadora nos contextos médicos.

Se você é médico já percebeu como o exercício da sua profissão pode ser muito complicado. Temos os exames desconfortáveis e invasivos; os remédios amargos, os que machucam e os que causam efeitos colaterais; e ainda as cirurgias, os transplantes e tudo aquilo que oferece na contrapartida um significativo risco de morte ao paciente.

Algumas pessoas têm terror à ideia de ir finalmente se tratar com um médico.

A vilania da Medicina está posta pelos seus portões de quatro faces: risco, dor, medo e ansiedade.

— Pausa para você respirar! Hehehe… —

O que um psicólogo corporal tem a ver com tudo isso?

A psicoterapia corporal costuma aliviar a dor, atravessar o medo e diminuir a ansiedade, significativamente.

Na minha jornada profissional tenho desenvolvido uma modalidade de tratamento de psicoterapia corporal que chamo de preparação pré-cirúrgica, que pode ser útil tanto antes de exames complicados, uso de medicações agressivas, quanto propriamente intervenções médicas físicas.

Além de todos os obstáculos naturais para a atuação médica, temos também outros psicológicos, responsáveis por tensões corporais e recusas involuntárias, que são uma grande dor de cabeça para esses profissionais.

Outra coisa que acontece com muita frequência, que os colegas médicos o confirmem, são as reclamações e obstáculos às recuperações após as intervenções médicas.

Tudo muito grande e complexo, porque os seres humanos são potências afetivas, podendo transformar o trabalho do médico em uma alegria ou uma grande complicação.

“Recuperação pós-traumática” é uma outra modalidade de tratamento de psicoterapia corporal que está sempre diante de mim como uma das minhas favoritas.

Os protestos de um ser humano só sossegam quando ele finalmente se sente contemplado em suas necessidades subjetivas. Mas não se preocupem os colegas médicos, porque dessa parte cuidam os psicólogos corporais.

Minha marca como psicólogo corporal é também usar toques terapêuticos para acelerar a resposta de segurança emocional e transformação física que tornam o paciente muito mais maleável e preparado para lidar com os desconfortos e danos dos seus procedimentos e tratamentos médicos.

Médico, quero fazer parte do seu time, como homem da sua mais alta confiança, para melhorar a reputação do seu trabalho e a satisfação do seu paciente.

Cada um se concentra numa parte e todos ganhamos pela potencialização de um trabalho comum.

A inclinação da minha contribuição é complementar e não substituir.

Uma boa semana para todos vocês!

Atenciosamente,

Rafael.

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Rafael Caldeira de Faria

Psicólogo corporal

CRP 06/89471

A vida dos homens

Bom dia a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que cientes de que o que fazem uns com os outros gerará consequências para todos, boas ou más.

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre a vida dos homens.

Pelo modo como nos entregamos cotidianamente, levantamos diante de nós um parâmetro de valor e autovalor. É perseguindo nossos sucessos que carimbamos a nossa subjetividade com uma noção de propósito ou significado da vida.

É muito interessante ouvir pessoas falando sobre os sonhos do seu coração, pois parece que temos algo em comum.

Todos falam em ter mais dinheiro, porque ele promete ser o maior apoio para a realização de tudo o mais. Alguns falam sobre o contato com a natureza e suas belezas. Também se fala muito sobre o desejo de viajar, explorar novos ambientes, conhecer outras culturas, relacionar-se com outras pessoas. Ainda é comum que falem sobre a construção de um “cantinho” para refúgio e tranquilidade, um lar. Por fim, vale mencionar o desejo por um relacionamento íntimo de confiança, segurança e amor, e a alegria de ter filhos.

A vida do homem não consiste da sua ganância, mas do seu perdão.

A mente gananciosa quer vingança e nunca se satisfaz, nada espera e tudo desvaloriza. Se ela mesma não se dá o respeito, como compreenderia o tempo das coisas e a alegria da paz?

Mas a mente que se perdoa, pode viver no deserto mais árido por um longo tempo, pois seu coração está sossegado no futuro próximo e certeiro, que trará de pronto os desejos do seu coração.

Você pode apressar o tempo? Será que algum treinamento ou procedimento poderia fazer uma criança de 5 anos ter a sabedoria de seu pai de 40?

Por outro lado, alguém pode impedir o favor e a alegria que sua semeadura perseverante lhe trará quando chegar o tempo da sua colheita?

Uma mente saudável é aquela que ancorou o seu coração em solo sagrado. Quem trata seus sonhos como verdades, refina-os e conquista-os, jamais ficará doente nas emoções.

É necessária a certeza de coisas invisíveis para que se possa sobreviver à aridez dos relacionamentos insatisfatórios.

A vida do homem está escondida em seu coração sensível e delicado. Na porção do “eu” que ama e pode ser ferida, onde os sonhos de infância ficaram guardados e acalentados, onde o sacrifício próprio faz sentido ao levar alegria e consolação ao coração de outra pessoa, ali está a vida do homem.

Como baixar as espadas e os escudos? Comece com um toque gentil no seu coração. Diga “eu amo você, [seu nome]”. Toque seu rosto com delicadeza e diga “como vai você, meu amigo?”

Quem não alterna nunca tensão com relaxamento, jamais alcança a cura psicológica.

Preciso que você se disponha a comigo criar um mundo melhor. Um mundo onde o amor próprio é tão verdadeiro que o amor ao próximo é uma mera propagação.

O dinheiro não está nas mãos de alguém em especial. Mas ele serve aos propósitos mais elevados.

Ganância e extravagâncias logo fenecem, mas as riquezas procuram por aqueles que realmente sabem o que fazer com elas.

Dinheiro serve para salvar vidas e restabelecer a dignidade daquele que recomeçou.

Por que não podemos esperar felizes pelo novo tempo que já chegou?

Eu acredito em vocês!

Atenciosamente,

Rafael.

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Rafael Caldeira de Faria

Psicólogo corporal

CRP 06/89471

Coragem para falar

Bom dia a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que em luta pelos motivos certos e em paz pela serenidade promovida pelo seu amor próprio.

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre comunicação eficiente.

Todos temos experiências suficientes para confirmar que na sociedade contemporânea a palavra de qualquer um dura apenas um momento, pois logo será questionada.

Newsfake news são a onda da vez.

Muitos se intimidam diante do desafio da comunicação. Parece ser menos arriscado nos escondermos atrás da turba, largando a direção da nossa própria ação.

Nunca me esqueço da emblemática gritaria de pessoas segurando cartazes em que estava escrito “não ao discurso de ódio”, mas que esperneavam absolutamente cheias de ódio.

A voz da verdade é clara, firme e mansa. Mas a voz do gênio lhe é dada na hora da decisão.

O que é mais importante, acumular dados ou perceber o momento? Ter um mapa detalhado ou discernir o melhor caminho para hoje?

O texto escrito ontem serve aos propósitos de ontem. Já a palavra para o dia de hoje nos chega à boca pela nossa capacidade de estarmos presentes agora.

Muitos vivem ausências crônicas para tudo o que importa, porque se acovardam diante do sofrimento passageiro e definitivo que seus acertos de vida lhes prometem.

Covardia é sinônimo de mesmice, mas também de retrocesso e indignidade.

Há muita coisa importante para você fazer nos seus dias, mas elas todas dependem de uma nova aliança entre você e o seu verdadeiro eu.

Quem se distrai se trai.

O bom espairecer é na verdade voltar a atenção para a parte frágil que constitui a essência da nossa subjetividade. Precisamos desengajar do conflito aberto para ouvir a sabedoria mais profunda e poderosa para nos levar para fora de todo engano.

Quão importante é a sua palavra? Depois de testemunhar verdadeiramente, você é capaz de sossegar?

Confiar é permanecer, “se a verdade foi dita, então está dita”.

Meu amigo, você precisa aprender a permanecer de cabeça erguida.

Embora não sejamos capazes de romper com os jugos que nos mantêm escravos, nosso verdadeiro eu tem todo o poder e em breve nos comprará para a liberdade.

O que você precisa dizer a si mesmo e ao outro, entregue como se fossem boas notícias e de todo o seu coração.

Não se assuste demasiadamente com a resposta agressiva. Permaneça sereno e reto, a tréplica não será necessária.

Comece a remar para fora das coisas que enfraquecem a luz da sua glória. Assegure-se no fundamento de que fomos chamados para a excelência agora.

Você nunca precisou de uma “cola” para entregar as boas novas do seu coração. Por isso, abra mão do resto e fique apenas conectado com seu discurso de perfeita paz.

Se você é capaz de escrever um texto novo? Se você é capaz de abrir a boca para solucionar o problema?

Sim, você é!

Tenham todos uma semana de novos refrescos!

Eu acredito em vocês!

Atenciosamente,

Rafael.

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Rafael Caldeira de Faria

Psicólogo corporal

CRP 06/89471

Em busca de sentido

Bom dia a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que celebrando a boa paternidade, seja ela uma realidade atual ou um sonho para o amanhã!

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre a questão da busca pelo sentido da vida.

Recentemente, ouvi a seguinte história:

“Do dia para a noite, sem nota ou aviso prévio, fui convocada para acompanhar uma live completamente em inglês, a pedido da empresa. Apesar do muito estudo da língua, não fui capaz de entender quase tudo, uma grande frustração! Saí me perguntando sobre o sentido de tudo isso, pois com ele até o ‘goela abaixo’ pode ser suportado”.

Quanto maior a experiência de vida, melhor tende a ser a perspectiva para a interpretação dos eventos. Dando passos para trás e observando a vida através do tempo chegamos a respostas, significações e entendimento.

“As coisas têm sentido”, dizemos. “Basta descobrir o sentido da vida!”

Muitas vezes, porém, somos envolvidos em situações, cujo motivo é a mesquinha acomodação de caprichos, subornos e/ou propaganda.

Quando estamos sendo manipulados, o opressor tenta nos transferir a culpa, subjetivamente responsabilizando-nos pela descoberta do sentido no absurdo.

Às vezes, o sentido das coisas é que não fazem sentido, tratando-se de futilidades, descaminhos e/ou contradições.

Acredito na nossa capacidade de avaliação e discernimento. Quem se leva a sério acaba encontrando um caminho para o juízo perfeito.

Se você se respeitar desde agora e até o longo prazo, aprenderá a reconhecer a diferença entre propósito e futilidade.

O sentido da vida é que a sua paz representa todo o poder, boa obra e vida eterna.

Por altos e baixos, lutas e desafios, sua vida irá lhe ensinar que você só ganha quando escolhe sofrer pela conquista e manutenção da sua integridade.

“A paz de ontem não serve para o dia de hoje”, eu repito às vezes para meus pacientes. Estamos sendo sempre chamados para novos acertos de paz.

Essa é a boa guerra!

Nem tudo o que nos pedem para fazer é motivado pelo sentido da vida.

Que a dor da futilidade que nos é imposta pelos outros desperte em nós a firme resolução de, no que depende de nós, nunca mais entregarmos a nossa força em vão.

Muitos desperdiçam seus afetos voluntariamente. Mas você não mais!

Hoje renasce a sua dignidade no compromisso de se portar na vida como um rei. Foi para a nobreza de coração e mente que você nasceu!

Ninguém mais pode lhe manipular com a responsabilização pelo sentido do que é nada mais do que um grande erro e/ou contradição!

De passageiros a motoristas, nada lhe será mais necessário do que seu testemunho fiel.

Eu acredito em vocês!

Atenciosamente,

Rafael.

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Rafael Caldeira de Faria

Psicólogo corporal

CRP 06/89471